Geografia ~ Bacharelado. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Aquidauana, a Cidade Natureza, Portal do Pantanal. Tema do seminário: Pantanal. Disciplina: Ecologia, Professora Doutora Tatiane Lima. • Integrantes: Alexsandro, Suelen, Viviane Anetti.
sábado, 14 de abril de 2018
A Ecologia
A ecologia não é só floresta tropical, poluição, papel reciclável, hippies abraçando árvores, camada de ozônio e outras coisas do gênero. É muito mais complexa e fascinante. Os ecologistas, ao investigar as complicadas interações entre os seres vivos e seu ambiente, estão interessados tanto nas características físicas de espécies minúsculas quanto no impacto global das mudanças ambientais. Tudo isso é fundamental para o bem-estar de nosso planeta. A derrubada de uma árvores, digamos, na Cochinchina, pode ter reflexos na rua onde você mora.
quinta-feira, 12 de abril de 2018
sábado, 7 de abril de 2018
Crise de extinção e crise dos biomas.
Além de uma "crise de extinção", ao nível de espécies, existe uma crise mais ampla, a "crise dos biomas", muito mais grave, pois, resulta da destruição dos ambientes naturais, onde as espécies surgiram e se desenvolveram. Com a destruição de seus habitats naturais, ela fatalmente desaparecerão. O Brasil possui grandes áreas em estado crítico ou ameaçadas. Não apenas extinções e destruição de habitats têm sido observadas, mas deslocamentos da distribuição de espécies e de biomas têm sido demonstrados (Peñuelas & Boada 2003).
Tudo mostra o quão delicada e susceptível são a existência e a distribuição dos seres vivos em nosso Planeta e quão graves são as modificações que nele estão ocorrendo em função das atividades humanas.
Em termos nacionais, muito se tem escrito sobre a crescente destruição de grandes regiões naturais do país, como a Amazônia, a Mata Atlântica, o Cerrado (cerrado lato sensu) e outras mais.
O conceito de bioma.
O termo bioma - do grego Bio = vida + Oma = grupo ou massa.
O termo fitofisionomia foi proposto praticamente ao mesmo tempo que o termo formação (vegetação). O termo bioma, proposta mais tarde, apenas adicionou a fauna à uniformidade fitofisionômica e climática, características desta unidade biológica (fauna e vegetação associadas).
O termo fitofisionomia foi proposto praticamente ao mesmo tempo que o termo formação (vegetação). O termo bioma, proposta mais tarde, apenas adicionou a fauna à uniformidade fitofisionômica e climática, características desta unidade biológica (fauna e vegetação associadas).
Várias modificações conceituais foram apresentadas ao longo do tempo, acrescentando outros fatores ambientais ao conceito original, como o solo, a altitude, o fogo natural, por exemplo.
Um conceito essencialmente ecológico considera bioma como uma área de ambiente uniforme, pertencente a um zonobioma, o qual é definido de acordo com a zona climática em que se encontra.
Para Walter (1986), "Um bioma, como ambiente, é uma área uniforme pertencente a um zonobioma, orobioma ou pedobioma."
Considerado como um ambiente, este conceito é fundamentalmente ecológico, levando em consideração não apenas o clima, mas também a altitude e as características do solo. Ele considera todo o ecossistema.
Para Walter (1986), "Um bioma, como ambiente, é uma área uniforme pertencente a um zonobioma, orobioma ou pedobioma."
Considerado como um ambiente, este conceito é fundamentalmente ecológico, levando em consideração não apenas o clima, mas também a altitude e as características do solo. Ele considera todo o ecossistema.
Bioma e domínio morfoclimático e fitogeográfico não são sinônimos, uma vez que este último não apresenta necessariamente um ambiente uniforme.
~ Zonobioma ~ biomas que se distribuem de forma aproximadamente zonal, acompanhando as zonas climáticas terrestres.
(os zonobiomas têm grandes dimensões, distribuindo-se pelo globo terrestre através dos continentes. Já os domínios morfoclimáticos e fitogeográficos de Ab'Saber (1977) têm dimensões subcontinentais, de milhões até centenas de milhares de quilômetros quadrados (Watanabe 1997). Os biomas podem restringir-se a pequenas áreas ou chegar até mais de 1 milhão de quilômetros quadrados (Walter, 1986). Um mesmo tipo de bioma é representado por uma ou mais áreas, distintas geograficamente, constituindo, cada qual, uma unidade daquele tipo de bioma.
~ Walter (1986) - considera como bioma uma área do espaço geográfico, com dimensões até superiores a um milhão de quilômetros quadrados, representada por um tipo uniforme de ambiente, identificado e classificado de acordo com o microclima, a fitofisionomia (formação), o solo e a altitude, os principais elementos que caracterizam os diversos ambientes continentais.
Introdução de uma modificação posterior - a recorrência de fogo natural, um outro elemento de importância na determinação de certos ambientes terrestres.
(Os biomas característicos de cada Zonobioma são chamados simplesmente de biomas ou eubiomas. Quando eles não correspondem, ou não refletem a zona climática em que se encontram, sendo co-determinados por algum outro fator ambiental, como altitude ou solo, eles são chamados, respectivamente, de orobiomas ou pedobiomas, seguidos pelo número romano das suas zonas climáticas respectivas (orbobioma I, orobioma II, pedobioma I, pedobioma II etc.)
(os zonobiomas têm grandes dimensões, distribuindo-se pelo globo terrestre através dos continentes. Já os domínios morfoclimáticos e fitogeográficos de Ab'Saber (1977) têm dimensões subcontinentais, de milhões até centenas de milhares de quilômetros quadrados (Watanabe 1997). Os biomas podem restringir-se a pequenas áreas ou chegar até mais de 1 milhão de quilômetros quadrados (Walter, 1986). Um mesmo tipo de bioma é representado por uma ou mais áreas, distintas geograficamente, constituindo, cada qual, uma unidade daquele tipo de bioma.
~ Walter (1986) - considera como bioma uma área do espaço geográfico, com dimensões até superiores a um milhão de quilômetros quadrados, representada por um tipo uniforme de ambiente, identificado e classificado de acordo com o microclima, a fitofisionomia (formação), o solo e a altitude, os principais elementos que caracterizam os diversos ambientes continentais.
Introdução de uma modificação posterior - a recorrência de fogo natural, um outro elemento de importância na determinação de certos ambientes terrestres.
(Os biomas característicos de cada Zonobioma são chamados simplesmente de biomas ou eubiomas. Quando eles não correspondem, ou não refletem a zona climática em que se encontram, sendo co-determinados por algum outro fator ambiental, como altitude ou solo, eles são chamados, respectivamente, de orobiomas ou pedobiomas, seguidos pelo número romano das suas zonas climáticas respectivas (orbobioma I, orobioma II, pedobioma I, pedobioma II etc.)
~ Fitogeografia ou geobotânica é uma disciplina multidisciplinar que versa sobre a distribuição geográfica dos vegetais e de comunidades nas diversas regiões do globo conforme as zonas climáticas e factores que possibilitam a sua adaptação, principalmente fatores do meio físico. A fitogeografia pode ser dividida em fitogeografia florística e fitogeografia ecológica.
A fitogeografia atualmente adquiriu novos métodos de investigação utilizando-se de técnicas de geoprocessamento e geografia para mostrar a dinâmica dos vegetais e da cobertura vegetal no espaço geográfico. Seus estudos são realizados principalmente por ecólogos, botânicos e geógrafos.
~ Os domínios morfoclimáticos representam a combinação de um conjunto de elementos da natureza - relevo, clima, vegetação - que se inter-relacionam e interagem, formando uma unidade paisagística. No Brasil, o geógrafo Aziz Ab'Saber foi o responsável por fazer essa classificação.
Os domínios morfoclimáticos representam a interação e a integração do clima, relevo e vegetação que resultam na formação de uma paisagem passível de ser individualizada.
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Entre os seis domínios morfoclimáticos existem as faixas de transições. Nessas faixas são encontradas características de dois ou mais domínios morfoclimáticos. Algumas conhecidas são o Pantanal, o Agreste e os Cocais.

Aziz Ab’Saber foi o geógrafo brasileiro que classificou os domínios morfoclimáticos brasileiros.

Aziz Ab’Saber foi o geógrafo brasileiro que classificou os domínios morfoclimáticos brasileiros.
( Domínio Equatorial Amazônico: situado na região Norte do Brasil, é formado, em sua maior parte, por terras baixas, predominando o processo de sedimentação, com um clima e floresta equatorial. / Domínio dos Cerrados: localizado na porção central do território brasileiro, há um predomínio de chapadões, com a vegetação predominante do Cerrado. / Domínio dos Mares de Morros: situa-se na zona costeira atlântica brasileira, onde predomina o relevo de mares de morros e alguns chapadões florestados, como também a quase extinta Mata Atlântica. / Domínio das Caatingas: localiza-se no nordeste brasileiro, no conhecido polígono das secas, caracterizado por depressões interplanálticas semiáridas. / Domínio das Araucárias: encontra-se no Sul do país, com predomínio de planaltos e formação de araucárias. / Domínio das Pradarias: também conhecido como domínio das coxilhas (relevo com suaves ondulações), situa-se no extremo Sul do Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, com predominância da formação dos pampas e das pradarias. )
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Cerrado
O bioma Cerrado é considerado o segundo maior bioma brasileiro em extensão e a mais rica savana do mundo em biodiversidade.
Localização do Cerrado brasileiro
O Cerrado brasileiro abrange os estados: Amapá, Maranhão, Piauí, Rondônia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Bahia.
Localiza-se em três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul, (Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata) o que, de certa maneira, favorece sua biodiversidade.
Clima e vegetação
O clima predominante no cerrado é tropical sazonal caracterizado por um clima quente com períodos chuvosos e de seca.
A vegetação é, em sua maior parte, semelhante à de savana, com árvores baixas, esparsas, troncos retorcidos, folhas grossas e raízes longas; gramíneas e arbustos.
Por ser muito extenso, o cerrado, dependendo de sua localização, apresenta mudanças no seu ecossistema. Nesse caso, os ecossistemas presentes no cerrado podem ser classificados como:
- Cerradão
- Cerrado campestre
- Cerrado rupestre
- Cerrado típico
- Campo cerrado
- Campo limpo de cerrado
- Cerrado de matas
- Cerrado de várzeas
- Cerrado veredas
Flora e Fauna do Cerrado
O Cerrado é considerado a maior savana do mundo em biodiversidade e compreende grande parte do território brasileiro, uma área de 2 milhões de Km². Por isso o cerrado e os ecossistemas que o compõem possuem uma rica fauna e flora, sendo o habitat de muitas espécies de animais.
~ Exemplos de animais do Cerrado
Jiboia, cascavel, jararaca, lagarto teiú, ema, seriema, curicaca, urubu comum, urubu caçador, urubu-rei, arara, tucano, papagaios, gaviões, tatu-peba, tatu-galinha, tatu-canastra, tatu-de-rabo-mole, anta, ariranha, gambá, cervo, onça-pintada, preá, cachorro-vinagre, lobo-guará, lontra, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, gato-palheiro, gato-mourisco, veado-mateiro, cachorro-do-mato, macaco-prego, quati, cateto, queixada, porco-espinho, capivara, tapiti, jaritataca.
~ Flora
Com aproximadamente 10.000 espécies diferentes, na flora presente no cerrado, encontram-se: babaçu, murici, mangaba, pequi, buriti, cagaita, baru, jerivá, gueroba, jatobá, macaúba, cajuzinho-do-cerrado, barbatimão, pau-santo, gabiroba, pequizeiro, araçá, sucupira, pau-terra, catuaba, indaiá, capim-flecha, matas ciliares.
Desmatamento no Cerrado
A despeito de apresentar uma rica grande biodiversidade, esse bioma vem sofrendo muito com o desmatamento, principalmente ocasionados pela agricultura.
Hoje, o bioma conserva apenas 20% de sua área total, passando por um grande processo de descaracterização, ou seja, ocupado por grandes pastagens de gado e extensas plantações de soja, algodão, cana, eucalipto.
Além disso, grande parte do cerrado já foi destruída pelo desenfreado processo de urbanização.
O desmatamento e a caça ilegal, o contrabando de espécies e as queimadas, ameaçam o habitat de muitas espécies, levando, dessa maneira, à sua extinção.
Animais em risco de extinção no bioma Cerrado
Anta, capivara, onça-pintada, onça-parda, preá, paca, jaguatirica, cachorro-do-mato, calango, preguiça, teiú, cateto, gambá, lontra, tatu-bola, tatu-canastra, tamanduá-bandeira, cobras (cascavel, coral verdadeira e falsa, jararaca, cipó, jiboia), queixada, guariba.
*
O Dia do Cerrado é comemorado dia 11 de setembro.
Serra da Bodoquena.
A Serra da Bodoquena, situada na borda sudoeste do Complexo do Pantanal, Estado de Mato Grosso do Sul, é um dos mais interessantes ecossistemas do Pantanal. Formada pelas cidades de Porto Murtinho, Bonito, Jardim, Miranda e Bodoquena, conta com o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, criado em novembro de 2000, com 76.400 ha, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Tufas calcárias modernas e antigas, estas últimas situadas em canais de drenagem abandonados, apresentam excelentes moldes de folhas, os quais, juntamente com estudos de isótopos de carbiono e oxigêncio, possibilitam interpretações paleoclimáticas e paleo-hidrológicas. Além deste interesse científico, as tufas calcárias formam conjuntos paisagísticos de inusitada beleza, muito procurados pelos turistas, motivos estes que implicam na necessidade de preservação deste depósitos e atenção especial para a qualidade das águas de seus rios, do que depende a continuidade do processo de formação destes depósitos.
Origem
Há mais de um bilhão de anos, formas primitivas de vida habitavam um antigo mar que existia na região.Alguns desses seres eram algas que proporcionaram a formação de sedimentos calcários.Com o tempo esses sedimentos se depositaram no fundo do mar, que secará e hoje esses sedimentos deram origem as pedras cinzas que podem ser avistadas nas cavernas da região, cuja idade é de 650 milhões de anos.
Rios
Os rios da região são conhecidos por suas águas muito cristalinas e bicabornatadas, de gosto salobro. Tal transparência deve-se aos seguintes fatores: a saída da nascente com pouquíssima turbidez, não adquirindo argila em seu movimento, nas nascentes rochas calcárias muito puras evitam a presença de argila. Este calcário presente nos rios que vem de tais rochas presentes nas nascentes age como um filtro, depositando as impurezas no fundo, onde rochas encontram-se em permanente dissolução e através de fraturas no solo formam cavernas, abismos e condutos subterrâneos.
Flora
Além do cerrado, vegetação típica do Brasil Central, encontra-se nos topos de morros, solos calcários e afloramentos rochosos onde ocorre a Floresta Estacional Decidual, onde as plantas perdem todas as folhas na época da estiagem. Em outros ambientes está presente a Floresta Estacional Semidecidual, que perde apenas parte das folhas no neste mesmo período. As matas ciliares presentes nas beiras dos rios e cursos de água, perdem poucas folhas, possibilitando que a umidade seja grande em toda mata.Além, disso a mata ciliar faz papel de em grande protetor das águas cristalinas dos rios, protegendo o solo das chuvas fortes e evitando que o rio seja assoreado por montes de terra levados por estas.
Fauna
A fauna no Planalto da Bodoquena é interessante por seus hábitos. No período seco o agito deles é sinal de que para proporcionar o nascimento de seus filhotes no período da primavera e cresçam quando a oferta de alimentos é maior.
Existe simbiose muito harmoniosa entre as espécies da Serra da Bodoquena. Pássaros e capivaras são um exemplo, afinal as pulgas viram alimentos para os pássaros e a capivara ganha limpeza. O mesmo ocorre com os jacarés do papo amarelo, comuns na região e as borboletas.
Até o momento se conhece mais de 340 espécies de aves, 195 de mamíferos e 50 de peixes.
Clima
O clima tropical, com temperatura média variando de 25 a 30° C no verão de 15 a 20º C no inverno, podendo atingir 0 a 40°C O verão é chuvoso, e o inverno seco são as duas estações presentes no Planalto da Bodoquena. A média pluviométrica varia de 1200 a 1500 mm anuais e o período seco dura 3 a 4 meses com breves estiagens de maio a agosto.
No Planalto da Bodoquena, situado na borda sudeste do complexo do Pantanal, Estado de Mato Grosso do Sul, encontram-se em desenvolvimento inúmeros depósitos de tufas calcárias ao longo da drenagem atual na forma de cachoeiras e barragens naturais. A turbidez das águas dos rios é praticamente nula, e isto se deve ao fato de suas cabeceiras, que cortam o planalto e desembocam na margem esquerda do Rio Miranda, situarem-se em áreas de exposição de calcários muito puros.
Vista Parcial do Abismo Anhumas, evidenciando as formações calcárias nas paredes e submersas.
Tucano-toco (Ramphastos toco) em palmeira.
Maria-faceira (Syrigma sibilatrix).
Cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus).
Árvore típica do cerrado de tronco torto e recoberto de grossa cortiça.
Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) no toco.
Periquito-rico (Brotogeris tirica) se alimenta de semente.
Cachoeira de tufa calcária.
Lagarto comum (Tropidurus hispidus)
Jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) à beira de lagoa.
A palmeira e o sol poente.
Tucanos acompanham o pôr do sol.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Pantanal. Brasil.
Um dos ecossistemas mais ricos do Brasil, o Pantanal, estende-se pelos territórios do Mato Grosso (região sul), Mato Grosso do Sul (noroeste), Paraguai (norte) e Bolívia (leste).
Ao todo são aproximadamente 228 mil quilômetros quadrados. Em função de sua importância e diversidade ecológica, o Pantanal é considerado pela UNESCO como um Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera.
Aspectos Geográficos
O Pantana é formado por uma planície e está situado na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai. Recebe uma grande influência do rio Paraguai e seus afluentes, que alagam a região formando extensas áreas alagadiças (pântanos) e favorecendo a existência de uma rica biodiversidade. A época de chuvas e cheias dos rios ocorre durante os meses de novembro a abril.
A maior planície inundável do mundo é o Pantanal mato-grossense.
O clima do Pantanal é úmido (alto índice pluviométrico), quente no verão, e seco e frio na época do inverno.
Fauna do Pantanal: vida animal
O ecossistema do Pantanal é muito diversificado, abrigando uma grande quantidade de animais, que vivem em perfeito equilíbrio ecológico.
Podemos encontrar, principalmente, as seguintes espécies: jacarés, capivaras, peixes (dourado, pintado, curimbatá, pacu), ariranhas, onça-pintada, macaco-prego, veado-campeiro, lobo-guará, cervo-do-pantanal, tatu, bicho-preguiça, tamanduá, lagartos, cágados, jabutis, cobras (jiboia e sucuri), e pássaros (tucanos, jaburus, garças, papagaios, araras, emas, gaviões).
Além destes citados, que são os mais conhecidos, vivem no Pantanal muitas outras espécies de animais.
Animais do Pantanal em risco de extinção: cervo-do-pantanal, tuiuiú e capivara.
Flora do Pantanal
Assim como ocorre com a vida animal, o Pantanal possui uma extensa variedade de árvores, plantas, ervas e outros tipos de vegetação. Nesta região, podemos encontrar espécies da Amazônia, do Cerrado e do Chaco Boliviano.
Nas planícies (região que alaga na época das cheias), encontramos uma vegetação de gramíneas. Nas regiões intermediárias, desenvolvem-se pequenos arbustos e vegetação rasteira. Já nas regiões mais altas, podemos encontrar árvores de grande porte.
As principais árvores do Pantanal são: aroeira, ipê, figueira, palmeira e angico.
Economia do Pantanal
Umas das principais atividades econômicas do Pantanal é a pecuária. Nas regiões de planícies, cobertas por formação vegetal de gramíneas (alimentação para o gado), estão estabelecidas diversas fazendas de gado. Há também a atividade da pesca, uma vez que é grande a quantidade de rios e de peixes na região pantaneira.
O turismo também tem se desenvolvido muito na região. Atraídos pelas belezas do Pantanal, turistas brasileiros e estrangeiros tem comparecido cada vez mais, gerando renda e empregos no Pantanal. A região é muito bem servida em hotéis, pousadas e outros serviços turísticos.
Desmatamento
De acordo com dados do ano de 2009, 15,4% da vegetação nativa (original) do Pantanal já havia sido desmatada. Dos 150.457 km2 da área original do Pantanal, 127.298 km2 (84,6%) encontra-se preservada. O Pantanal é o segundo bioma mais preservado do Brasil, ficando atrás apenas da Amazônia Legal (84,96% preservada - dado de 2013).
Aspectos Geográficos
O Pantana é formado por uma planície e está situado na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai. Recebe uma grande influência do rio Paraguai e seus afluentes, que alagam a região formando extensas áreas alagadiças (pântanos) e favorecendo a existência de uma rica biodiversidade. A época de chuvas e cheias dos rios ocorre durante os meses de novembro a abril.
A maior planície inundável do mundo é o Pantanal mato-grossense.
O clima do Pantanal é úmido (alto índice pluviométrico), quente no verão, e seco e frio na época do inverno.
Fauna do Pantanal: vida animal
O ecossistema do Pantanal é muito diversificado, abrigando uma grande quantidade de animais, que vivem em perfeito equilíbrio ecológico.
Podemos encontrar, principalmente, as seguintes espécies: jacarés, capivaras, peixes (dourado, pintado, curimbatá, pacu), ariranhas, onça-pintada, macaco-prego, veado-campeiro, lobo-guará, cervo-do-pantanal, tatu, bicho-preguiça, tamanduá, lagartos, cágados, jabutis, cobras (jiboia e sucuri), e pássaros (tucanos, jaburus, garças, papagaios, araras, emas, gaviões).
Além destes citados, que são os mais conhecidos, vivem no Pantanal muitas outras espécies de animais.
Animais do Pantanal em risco de extinção: cervo-do-pantanal, tuiuiú e capivara.
Flora do Pantanal
Assim como ocorre com a vida animal, o Pantanal possui uma extensa variedade de árvores, plantas, ervas e outros tipos de vegetação. Nesta região, podemos encontrar espécies da Amazônia, do Cerrado e do Chaco Boliviano.
Nas planícies (região que alaga na época das cheias), encontramos uma vegetação de gramíneas. Nas regiões intermediárias, desenvolvem-se pequenos arbustos e vegetação rasteira. Já nas regiões mais altas, podemos encontrar árvores de grande porte.
As principais árvores do Pantanal são: aroeira, ipê, figueira, palmeira e angico.
Economia do Pantanal
Umas das principais atividades econômicas do Pantanal é a pecuária. Nas regiões de planícies, cobertas por formação vegetal de gramíneas (alimentação para o gado), estão estabelecidas diversas fazendas de gado. Há também a atividade da pesca, uma vez que é grande a quantidade de rios e de peixes na região pantaneira.
O turismo também tem se desenvolvido muito na região. Atraídos pelas belezas do Pantanal, turistas brasileiros e estrangeiros tem comparecido cada vez mais, gerando renda e empregos no Pantanal. A região é muito bem servida em hotéis, pousadas e outros serviços turísticos.
Desmatamento
De acordo com dados do ano de 2009, 15,4% da vegetação nativa (original) do Pantanal já havia sido desmatada. Dos 150.457 km2 da área original do Pantanal, 127.298 km2 (84,6%) encontra-se preservada. O Pantanal é o segundo bioma mais preservado do Brasil, ficando atrás apenas da Amazônia Legal (84,96% preservada - dado de 2013).
terça-feira, 3 de abril de 2018
No Pantanal Sul.
A paisagem, uma das mais belas do Planeta, é resultado das fortes chuvas ocorridas na região, principalmente durante os meses de novembro a março, o chamado "período das cheias".
A vegetação, muito rica e colorida, é composta por várias espécies. Desde plantas aquáticas e matas ciliares, até exemplares do cerrado e caatinga.
Camalotes - Os camalotes são típicos. Com suas flores azuis e lilases, costumam ser encontrados sobre os remansos dos rios e lagoas, formando verdadeiros tapetes flutuantes.
Ipês - Outra espécie muito encontrada no Pantanal Sul é o ipê, que floresce durante os meses de setembro a outubro. Seu colorido, que pode ser tanto o amarelo quanto o roxo, avista-se de longe.
Fauna - No Pantanal Sul, encontramos um dos maiores habitats de espécies animais do Planeta.
. Mais de 650 espécies de aves. Incrível variação de cores e tamanhos. Exemplos são o pica-pau, o famoso e imponente tuiuiú, a arara-azul (a maior arara do mundo), o canindé.
. Cerca de 230 espécies de peixes, como os dourados, pintados, pacus, curimbatás, piraputangas, piaus, etc.
O homem - o homem pantaneiro, com uma cultura bastante peculiar e cheia de "causos", passa quase que o dia todo na lida com o gado, principal atividade econômica da região, ou pescando, uma herança que recebeu dos indígenas Guaranis, Paiaguás e Guatós.
Travessias de alagado - No conduzir de um gado, é mesmo um trabalho na larga. Sente-se pois então que árvores, bichos e pessoas, têm natureza assumida igual. Todos se fundem na mesma natureza intacta. Sem as químicas do civilizado. O velho quase inimismo.
A atividade mais antiga do Pantanal é a pesca amadora, ou esportiva. A segunda isca viva mais utilizada é o caranguejo.
O gado - o gado é criado de forma extensiva, alimentando-se basicamente de pasto nativo.
A arte - Com suas origens indígena e popular, o artesanato do Pantanal é algo extremamente curioso, estas duas vertentes se confundem, formando um estilo ímpar, onde a cerâmica se destaca e a fabricação de instrumentos musicais típicos da região, como a viola de cocho.
A cultura - O Pantanal Sul abriga um dos maiores patrimônios históricos do Brasil. Corumbá, a maior cidade e mais importante cidade pantaneira, é formada por inúmeras construções seculares, como o casario de Porto Geral, localizado às margens do Rio Paraguai, e que foi a primeira via de acesso à região e o mais importante entreposto comercial do início do século.
Ipês - Outra espécie muito encontrada no Pantanal Sul é o ipê, que floresce durante os meses de setembro a outubro. Seu colorido, que pode ser tanto o amarelo quanto o roxo, avista-se de longe.
Fauna - No Pantanal Sul, encontramos um dos maiores habitats de espécies animais do Planeta.
. Mais de 650 espécies de aves. Incrível variação de cores e tamanhos. Exemplos são o pica-pau, o famoso e imponente tuiuiú, a arara-azul (a maior arara do mundo), o canindé.
. Cerca de 230 espécies de peixes, como os dourados, pintados, pacus, curimbatás, piraputangas, piaus, etc.
O homem - o homem pantaneiro, com uma cultura bastante peculiar e cheia de "causos", passa quase que o dia todo na lida com o gado, principal atividade econômica da região, ou pescando, uma herança que recebeu dos indígenas Guaranis, Paiaguás e Guatós.
Travessias de alagado - No conduzir de um gado, é mesmo um trabalho na larga. Sente-se pois então que árvores, bichos e pessoas, têm natureza assumida igual. Todos se fundem na mesma natureza intacta. Sem as químicas do civilizado. O velho quase inimismo.
A atividade mais antiga do Pantanal é a pesca amadora, ou esportiva. A segunda isca viva mais utilizada é o caranguejo.
O gado - o gado é criado de forma extensiva, alimentando-se basicamente de pasto nativo.
A arte - Com suas origens indígena e popular, o artesanato do Pantanal é algo extremamente curioso, estas duas vertentes se confundem, formando um estilo ímpar, onde a cerâmica se destaca e a fabricação de instrumentos musicais típicos da região, como a viola de cocho.
A cultura - O Pantanal Sul abriga um dos maiores patrimônios históricos do Brasil. Corumbá, a maior cidade e mais importante cidade pantaneira, é formada por inúmeras construções seculares, como o casario de Porto Geral, localizado às margens do Rio Paraguai, e que foi a primeira via de acesso à região e o mais importante entreposto comercial do início do século.
Um lugar adâmico.
An adamic place
"No Pantanal não se pode passar régua -
sobremuito quando chove.
Régua é existidura de limites:
E o Pantanal não tem limites.
Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas com água.
Passarinhos pedras árvores já estão comprometidos com água.
Nos brejos, de noite, e o silêncio fala:
Sapo nu tem voz de arauto
Conchas mandam recado
Camaleões conversam baixo
Lagartixas pastoreiam borboletas.
Aqui, bonito é o desnecessário.
Beleza e glória das coisas o olho se põe.
Aqui:
A elegância e o branco devem muito às garças.
"No Pantanal não se pode passar régua -
sobremuito quando chove.
Régua é existidura de limites:
E o Pantanal não tem limites.
Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas com água.
Passarinhos pedras árvores já estão comprometidos com água.
Nos brejos, de noite, e o silêncio fala:
Sapo nu tem voz de arauto
Conchas mandam recado
Camaleões conversam baixo
Lagartixas pastoreiam borboletas.
Aqui, bonito é o desnecessário.
Beleza e glória das coisas o olho se põe.
Aqui:
A elegância e o branco devem muito às garças.
Manoel de Barros
segunda-feira, 19 de março de 2018
Aspectos e regiões.
Arara-azul, arara-azul-grande
Com aproximadamente um metro de comprimento, é a maior arara do mundo. A maior população encontra-se no Pantanal.
Biguá
Ave da família dos falacrocacídeos. Excelente mergulhadora, apanha o peixe com o bico, durante o mergulho, e engole-o inteiro, começando pela cabeça. No Pantanal, bandos de biguá usam como local de pouso e dormitório uma árvores da família das leguminosas (fabáceas), por isso chamada de biguazeiro ou bigueiro.
Boca-de-sapo
Jararaca-pintada.
Serpente típica de ambientes abertos, de hábitos noturnos e até 80 cm de comprimento. No Pantanal costuma ocorrer em locais próximos à água. Jararacas são animais peçonhentos, ou seja, produzem veneno em quantidade suficiente para causar acidentes fatais, e não põem ovos: os filhotes já nascem formados, independentes e com veneno.
Dourado
pirajuba, em tupi antigo.
Peixe de escama, carnívoro, de grande porte (100 cm de comprimento), saboroso, muito apreciado para a pesca esportiva. É muito combatente ao ser fisgado, e também um dos mais bonitos da nossa fauna; por isso, os pescadores costumam chamá-lo de "o rei do rio".
Biguá
Ave da família dos falacrocacídeos. Excelente mergulhadora, apanha o peixe com o bico, durante o mergulho, e engole-o inteiro, começando pela cabeça. No Pantanal, bandos de biguá usam como local de pouso e dormitório uma árvores da família das leguminosas (fabáceas), por isso chamada de biguazeiro ou bigueiro.
Biguazeiro dá na beira
dos rios do Pantanal.
Em vez da fruta gostosa
biguazeiro dá biguá.
Ema
Maior ave das Américas, com altura que varia entre 1,30 e 1,70m.
Boca-de-sapo
Serpente típica de ambientes abertos, de hábitos noturnos e até 80 cm de comprimento. No Pantanal costuma ocorrer em locais próximos à água. Jararacas são animais peçonhentos, ou seja, produzem veneno em quantidade suficiente para causar acidentes fatais, e não põem ovos: os filhotes já nascem formados, independentes e com veneno.
Dourado
pirajuba, em tupi antigo.
Peixe de escama, carnívoro, de grande porte (100 cm de comprimento), saboroso, muito apreciado para a pesca esportiva. É muito combatente ao ser fisgado, e também um dos mais bonitos da nossa fauna; por isso, os pescadores costumam chamá-lo de "o rei do rio".
Camalotes
Os camalotes são típicos. Com suas flores azuis e lilases, costumam ser encontrados sobre os remansos dos rios e lagoas, formando verdadeiros tapetes flutuantes.
O termo camalote veio do espanhol falado na bacia do rio da Prata. Assim também são chamadas as ilhotas de vegetação flutuante que descem o rio.
Ingá
ingazeiro
Árvore da família das fabáceas (leguminosas) com até 25m de altura, encontrada nas margens de rios, áreas de inundação e em outros ambientes úmidos. ~ Excelente para reflorestar essas áreas e para proteger os barrancos contra a erosão. ~ A vagem contém sementes que possuem uma "pele" (arilo) úmida, macia e adocicada, muito apreciada pelas crianças. É importante alimentos de diversas aves, macacos e peixes.
Ingá
ingazeiro
Árvore da família das fabáceas (leguminosas) com até 25m de altura, encontrada nas margens de rios, áreas de inundação e em outros ambientes úmidos. ~ Excelente para reflorestar essas áreas e para proteger os barrancos contra a erosão. ~ A vagem contém sementes que possuem uma "pele" (arilo) úmida, macia e adocicada, muito apreciada pelas crianças. É importante alimentos de diversas aves, macacos e peixes.
Amolar
Serra localizada a 200 km ao norte da cidade de Corumbá. Por ser uma barreira à descida das águas (atinge 900 m de altitude), no Amolar estão várias das maiores baías do Pantanal e extensas áreas permanentemente alagadas. A planície de inundação era habitada por povos indígenas canoeiros.
A paisagem é um mosaico de cores e formas: na planície, avistam-se plantas aquáticas tais como:
. o arroz-do-campo (da família das gramíneas), que era um dos principais alimentos dos índios canoeiros do Pantanal (hoje representandos pelo povo Guató), costume alimentar que foi perdido. Atualmente a colheira é feita pelos ribeirinhos, que seguem o costume indígena de bater os cachos maduros diretamente na canoa.
. e extremos como a lentilha-d´água (a menor planta com flor do mundo) ao lado da gigante vitória-régia.
Corumbá
Cidade de Mato Grosso do Sul localizada na margem direita do rio Paraguai (cerca de 430km a oeste da capital, Campo Grande), próxima à fronteira com a Bolívia.
Grande importância histórica e cultural, pois antes da chegada da estrada de ferro à cidade, na década de 1950, o trânsito de pessoas e mercadorias na região era feito via Porto de Corumbá. Além disso, foi palco de batalhas durante a Guerra da Tríplica Aliança ou Guerra do Paraguai (1864-1870), tendo sido ocupada pelo Paraguai até sua retomada pelos brasileiros, durante este conflito. Conhecida como a "capital do Pantanal", por sua localização privilegiada, e também chamada de "Cidade Branca", em alusão ao solo esbranquiçado (calcário).
Baías
No Pantanal, o termo se refere a lagoas permanentes ou temporárias que se comunicam com o rio.
Estirão
Trecho de rio longo e reto. No rio Paraguai alguns têm mais de quatro quilômetros de extensão, como o localizado entre a Serra do Amolar e Corumbá.
Firme
Nome simplificado dado para a terra firme, ou seja, as áreas de um terreno que nunca são alagadas. Em casos extremos, porém, podem ser alagadas.
O termos é muito usado pelas comunidades da Serra do Amolar e da Barra do São Lourenço.
Corumbá
Cidade de Mato Grosso do Sul localizada na margem direita do rio Paraguai (cerca de 430km a oeste da capital, Campo Grande), próxima à fronteira com a Bolívia.
Grande importância histórica e cultural, pois antes da chegada da estrada de ferro à cidade, na década de 1950, o trânsito de pessoas e mercadorias na região era feito via Porto de Corumbá. Além disso, foi palco de batalhas durante a Guerra da Tríplica Aliança ou Guerra do Paraguai (1864-1870), tendo sido ocupada pelo Paraguai até sua retomada pelos brasileiros, durante este conflito. Conhecida como a "capital do Pantanal", por sua localização privilegiada, e também chamada de "Cidade Branca", em alusão ao solo esbranquiçado (calcário).
Baías
No Pantanal, o termo se refere a lagoas permanentes ou temporárias que se comunicam com o rio.
Estirão
Trecho de rio longo e reto. No rio Paraguai alguns têm mais de quatro quilômetros de extensão, como o localizado entre a Serra do Amolar e Corumbá.
Firme
Nome simplificado dado para a terra firme, ou seja, as áreas de um terreno que nunca são alagadas. Em casos extremos, porém, podem ser alagadas.
O termos é muito usado pelas comunidades da Serra do Amolar e da Barra do São Lourenço.
quinta-feira, 15 de março de 2018
Pantanal Mato-grossense. Aspectos geomorfológicos.
No eixo menor, a depressão do Pantanal Mato-Grossense possui 250 quilômetros de largura e aproximadamente 500 quilômetros de sul para norte no eixo maior.
São cerca de 125.000 quilômetros quadrados no total.
No interior da ampliada e complexa depressão ocorrem diversos leques aluviais depositados na forma de grandes pacotes de solos dos terrenos cristalinos que ainda asilam rochas sedimentares da Bacia do Paraná.
Todos esses rios vindos de leste, nordeste, sul e sudeste coalescem na margem esquerda do Alto Paraguai, constituindo verdadeiramente uma imensa área alagada. Exatamente aquilo que a tradição popular de língua portuguesa arcaica chamou de pantanal.
A mancha aluvial brejosa que surgiu por inundação das planícies dos rios que vêm do leste difere de todos os tipos e faixas de planície aluvial do território brasileiro.
A complexidade criada pela coalescência dos baixos vales aluviais vindos do leste é tão grande que forma um emaranhamento de meandros inundados na maior parte do ano.
A mancha aluvial brejosa que surgiu por inundação das planícies dos rios que vêm do leste difere de todos os tipos e faixas de planície aluvial do território brasileiro.
A complexidade criada pela coalescência dos baixos vales aluviais vindos do leste é tão grande que forma um emaranhamento de meandros inundados na maior parte do ano.
***
Helo-Bioma ~ expressão estabelecida por Carl Walther para designar a vegetação que medra em setores muito argilosos de planícies aluviais. No Brasil, reconhecidos pelo termo várzea e suas corruptelas, como vargem grande, vargem comprida, brejo e, eventualmente, pântano.
Dentre as faixas de contato e transição que medeiam a área nuclear dos grandes domínios morfoclimáticos e fitogeográficos brasileiros, o Pantanal Mato-Grossense tem importância especial. Já que na bem destacada depressão do Alto Paraguai acontece o contato de três domínios de natureza:
ecossistemas e minibiomas dos cerrados / minibiomas amazônicos e agrupamentos vegetais do Chaco Oriental / e matinhas orográficas na vertente de serranias fronteiriças.
Na grande planície pantaneira demarcada por um mosaico de sedimentos, ora muito arenosos, ora bastante argilosos, ora por um complexo de áreas salinas das praias de lagunas circulares ladeadas por entrelaçamentos de meandros subatuais.
Um mundo à parte em termos hidrogeomorfológicos, de representatividade planetária.
Na grande planície pantaneira demarcada por um mosaico de sedimentos, ora muito arenosos, ora bastante argilosos, ora por um complexo de áreas salinas das praias de lagunas circulares ladeadas por entrelaçamentos de meandros subatuais.
Um mundo à parte em termos hidrogeomorfológicos, de representatividade planetária.
quarta-feira, 14 de março de 2018
Imagens. Fauna & Vegetação.

> Colhereiros (Platalea ajaja) alimentando-se em rio pantaneiro durante a época da seca, Mato Grosso do Sul.
Roseate spoonbills (Platalea ajaja) feeding in a river of the Pantanal during the dry season, Mato Grosso do Sul.
A group of greater rheas (Rhea Americana) led by a male. Pantanal da Nhecolândia. Mato Grosso do Sul.
> Espetacular cenário de jacarés (Caiman crocodilus yacare) na beira arenosa de lagoa, Pantanal, Mato Grosso do Sul.
Spetacular scene of caimans (Caiman crocodilus yacare) on the sandy shoes of a lake in the Pantanal, Mato Grosso do Sul.

> Cenário de campos e várzeas do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul, focalizando veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus) fêmea com pequena cria.
The grasslands and floodplains of the Pantanal da Nhecolândia, in Mato Grosso do Sul, with a female Pampas deer (Ozotocerus bezoarticus) and her young.

> Raro detalhe de capivara (Hydrochaeris hydrochaeris) deitada, tendo como hóspede uma ave de rapina, pinhé ou gavião-carrapateiro (Milvago chimachima), a caçar alimento na pele do animal, Pantanal, Mato Grosso do Sul.
A rare close-up of a capybara (Hydrochaeris hydrochaeris) at rest, hosting a bird of prey, a yellow-headed caracara (Milvago chimachima), wich is feeding off its skin in the Pantanal, Mato Grosso do Sul.

> Proeminente ipê-rosa (Tabebuia avellanedae) ou peúva, com grande ninho de tuiuiú ou jaburu, nas margens de caponete de matas biodiversas, Pantanal de Mato Grosso do Sul.
A striking pink-flowered trumpet tree (Tabebuia avellanedae), with a large jaburu stork's nest, on the edge of a species-rich thicket, in the Pantanal of Mato Grosso do Sul.

> Cenário de campos e várzeas do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul, focalizando veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus) fêmea com pequena cria.
The grasslands and floodplains of the Pantanal da Nhecolândia, in Mato Grosso do Sul, with a female Pampas deer (Ozotocerus bezoarticus) and her young.

> Raro detalhe de capivara (Hydrochaeris hydrochaeris) deitada, tendo como hóspede uma ave de rapina, pinhé ou gavião-carrapateiro (Milvago chimachima), a caçar alimento na pele do animal, Pantanal, Mato Grosso do Sul.
A rare close-up of a capybara (Hydrochaeris hydrochaeris) at rest, hosting a bird of prey, a yellow-headed caracara (Milvago chimachima), wich is feeding off its skin in the Pantanal, Mato Grosso do Sul.

> Proeminente ipê-rosa (Tabebuia avellanedae) ou peúva, com grande ninho de tuiuiú ou jaburu, nas margens de caponete de matas biodiversas, Pantanal de Mato Grosso do Sul.
A striking pink-flowered trumpet tree (Tabebuia avellanedae), with a large jaburu stork's nest, on the edge of a species-rich thicket, in the Pantanal of Mato Grosso do Sul.
> Biodiversidade em capões de mata do Pantanal, incluindo palmáceas e lindos exemplares de ipê-rosa (Tabebuia avellanedae) emergentes.
The biodiversity of forest thickets in the Pantanal, including palm trees and beautiful, emergent, pink-flowered trumpet trees (Tabebuia avellanedae)
> Belo exemplar de sucupira-preta (Bowdichia virgilioides) na borda de um capão de mata biodiversa no Pantanal, próximo a Corumbá, Mato Grosso do Sul.
A beautiful specimen of "sucupira preta" (Bowdichia virgilioides), on the edge of a species-rich forest in the Pantanal, near Corumbá, Mato Grosso do Sul.
> Bosque de carandazal (Copernicia alba) palmeira que substitui localmente os buritizais de outras regiões do país, Pantanal de Mato Grosso do Sul.
A carandá palm grove (Copernicia alba), a local substitute for buriti palms in other regions of the country, in the Pantanal of Mato Grosso do Sul.
> Vaqueiro em várzea graminosa ladeada por densas matas entremeadas de palmais, Pantanal de Cáceres, Mato Grosso.
Pantanal cowboy in a flooded grassland lined with dense woods and palm trees, in the Pantanal de Cáceres, Mato Grosso.
> Buritis (Mauritia flexuosa) em borda de capão de matas tropicais pantaneiras, Mato Grosso do Sul.
Buriti palms (Mauritia flexuosa) bordering a thicket of tropical Pantanal forests, Mato Grosso do Sul.
> Lagoas circulares, cujas águas salinas são envolvidas por lindas praias de estiagem, rodeadas de matas biodiversas, tipo cordilheiras, Pantanal de Mato Grosso do Sul.
Round lakes surrounded by species-rich forests of the cordilheira type; saline waters wash the beautiful, dry-season beaches in the Pantanal of Mato Grosso do Sul.

> Detalhe de laguna salobra circular embutida em mata beiradeira dominada por babaçu (Attalea speciosa), com franco processo de assoreamento na área lobular do antigo meandro abandonado, incluindo praias de estiagem esbranquiçadas no entorno. A foto tem valor especial na demonstração da fisionomia e biodiversidade das matas de cordilheiras, Pantanal, Mato Grosso do Sul.
A round, brackish lagoon nestled in the midst of riverine forests dominatec by babassu palms (Attalea speciosa) with an ongoing silting process in the arm of a former meander, surrounded by white, dry-season beaches. The image has special value in revealing the physiognomy and biodiversity of the cordilheira forests, Pantanal, Mato Grosso do Sul.

> Vista aérea do Rio Negro, com águas escuras, que transita por amplo setor de matas biodiversas demonstrando alvas praias de estiagem em setores convexos de meandros, pondo em evidência, localmente, a cicatriz de um meandro abandonado, reduzido e assoreado que perdeu parcialmente o arranjo antigo de lagoa e ferradura (oxbow lake), Pantanal do Mato Grosso do Sul.
Aerial view of the Negro River's dark waters that flow through a large area of species-rich forests, showing white, dry-season beaches in the convex curve of the meanders, and the scar of an abandoned, silt-filled meander that has partially lost its former oxbow lake, in the Pantanal of Mato Grosso do Sul.
> Concentração de aves aquáticas, principalmente graças e jaburus, em torno de um dos escassos afloramentos de água doce durante o período das secas, Pantanal, Mato Grosso do Sul.
A large concentration of aquatic birdlife, mainly herons and storks, around one of the rare freshwater springs during the dry season, in the Pantanal, Mato Grosso do Sul.

> Cambarazal (Vochysia divergens) em borda de laguna. Ao fundo, matas subtropicais biodiversas típicas do Pantanal Mato-Grossense, próximo a Cáceres, Mato Grosso.
A "cambara" grove (Vochysia divergens) on the a lake shore, with subtropical species-rich forests in the background, typical of the Pantanal, near Caceres, Mato Grosso.
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