segunda-feira, 19 de março de 2018

Aspectos e regiões.

Arara-azul, arara-azul-grande 
Com aproximadamente um metro de comprimento, é a maior arara do mundo. A maior população encontra-se no Pantanal. 

Biguá
Ave da família dos falacrocacídeos. Excelente mergulhadora, apanha o peixe com o bico, durante o mergulho, e engole-o inteiro, começando pela cabeça. No Pantanal, bandos de biguá usam como local de pouso e dormitório uma árvores da família das leguminosas (fabáceas), por isso chamada de biguazeiro ou bigueiro. 
Biguazeiro dá na beira
dos rios do Pantanal.
Em vez da fruta gostosa
biguazeiro dá biguá.


Ema
Maior ave das Américas, com altura que varia entre 1,30 e 1,70m

Boca-de-sapo
Jararaca-pintada.
Serpente típica de ambientes abertos, de hábitos noturnos e até 80 cm de comprimento. No Pantanal costuma ocorrer em locais próximos à água. Jararacas são animais peçonhentos, ou seja, produzem veneno em quantidade suficiente para causar acidentes fatais, e não põem ovos: os filhotes já nascem formados, independentes e com veneno.

Dourado
pirajuba, em tupi antigo.
Peixe de escama, carnívoro, de grande porte (100 cm de comprimento), saboroso, muito apreciado para a pesca esportiva. É muito combatente ao ser fisgado, e também um dos mais bonitos da nossa fauna; por isso, os pescadores costumam chamá-lo de "o rei do rio".

Camalotes 
Os camalotes são típicos. Com suas flores azuis e lilases, costumam ser encontrados sobre os remansos dos rios e lagoas, formando verdadeiros tapetes flutuantes.

O termo camalote veio do espanhol falado na bacia do rio da Prata. Assim também são chamadas as ilhotas de vegetação flutuante que descem o rio.

Ingá
ingazeiro
Árvore da família das fabáceas (leguminosas) com até 25m de altura, encontrada nas margens de rios, áreas de inundação e em outros ambientes úmidos. ~ Excelente para reflorestar essas áreas e para proteger os barrancos contra a erosão. ~ A vagem contém sementes que possuem uma "pele" (arilo) úmida, macia e adocicada, muito apreciada pelas crianças. É importante alimentos de diversas aves, macacos e peixes. 

Amolar
Serra localizada a 200 km ao norte da cidade de Corumbá. Por ser uma barreira à descida das águas (atinge 900 m de altitude), no Amolar estão várias das maiores baías do Pantanal e extensas áreas permanentemente alagadas. A planície de inundação era habitada por povos indígenas canoeiros.
A paisagem é um mosaico de cores e formas: na planície, avistam-se plantas aquáticas tais como:
. o arroz-do-campo (da família das gramíneas), que era um dos principais alimentos dos índios canoeiros do Pantanal (hoje representandos pelo povo Guató), costume alimentar que foi perdido. Atualmente a colheira é feita pelos ribeirinhos, que seguem o costume indígena de bater os cachos maduros diretamente na canoa. 
. e extremos como a lentilha-d´água (a menor planta com flor do mundo) ao lado da gigante vitória-régia.

Corumbá
Cidade de Mato Grosso do Sul localizada na margem direita do rio Paraguai (cerca de 430km a oeste da capital, Campo Grande), próxima à fronteira com a Bolívia. 
Grande importância histórica e cultural, pois antes da chegada da estrada de ferro à cidade, na década de 1950, o trânsito de pessoas e mercadorias na região era feito via Porto de Corumbá. Além disso, foi palco de batalhas durante a Guerra da Tríplica Aliança ou Guerra do Paraguai (1864-1870), tendo sido ocupada pelo Paraguai até sua retomada pelos brasileiros, durante este conflito. Conhecida como a "capital do Pantanal", por sua localização privilegiada, e também chamada de "Cidade Branca", em alusão ao solo esbranquiçado (calcário).

Baías 
No Pantanal, o termo se refere a lagoas permanentes ou temporárias que se comunicam com o rio. 

Estirão
Trecho de rio longo e reto. No rio Paraguai alguns têm mais de quatro quilômetros de extensão, como o localizado entre a Serra do Amolar e Corumbá.

Firme
Nome simplificado dado para a terra firme, ou seja, as áreas de um terreno que nunca são alagadas. Em casos extremos, porém, podem ser alagadas. 
O termos é muito usado pelas comunidades da Serra do Amolar e da Barra do São Lourenço.


quinta-feira, 15 de março de 2018

Pantanal Mato-grossense. Aspectos geomorfológicos.

No eixo menor, a depressão do Pantanal Mato-Grossense possui 250 quilômetros de largura e aproximadamente 500 quilômetros de sul para norte no eixo maior. 
São cerca de 125.000 quilômetros quadrados no total. 
No interior da ampliada e complexa depressão ocorrem diversos leques aluviais depositados na forma de grandes pacotes de solos dos terrenos cristalinos que ainda asilam rochas sedimentares da Bacia do Paraná. 
Todos esses rios vindos de leste, nordeste, sul e sudeste coalescem na margem esquerda do Alto Paraguai, constituindo verdadeiramente uma imensa área alagada. Exatamente aquilo que a tradição popular de língua portuguesa arcaica chamou de pantanal
A mancha aluvial brejosa que surgiu por inundação das planícies dos rios que vêm do leste difere de todos os tipos e faixas de planície aluvial do território brasileiro.
A complexidade criada pela coalescência dos baixos vales aluviais vindos do leste é tão grande que forma um emaranhamento de meandros inundados na maior parte do ano.
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Helo-Bioma ~ expressão estabelecida por Carl Walther para designar a vegetação que medra em setores muito argilosos de planícies aluviais. No Brasil, reconhecidos pelo termo várzea e suas corruptelas, como vargem grande, vargem comprida, brejo e, eventualmente, pântano.

Dentre as faixas de contato e transição que medeiam a área nuclear dos grandes domínios morfoclimáticos e fitogeográficos brasileiros, o Pantanal Mato-Grossense tem importância especial.  Já que na bem destacada depressão do Alto Paraguai acontece o contato de três domínios de natureza:
ecossistemas e minibiomas dos cerrados / minibiomas amazônicos e agrupamentos vegetais do Chaco Oriental / e matinhas orográficas na vertente de serranias fronteiriças. 

Na grande planície pantaneira demarcada por um mosaico de sedimentos, ora muito arenosos, ora bastante argilosos, ora por um complexo de áreas salinas das praias de lagunas circulares ladeadas por entrelaçamentos de meandros subatuais.
Um mundo à parte em termos hidrogeomorfológicos, de representatividade planetária. 

quarta-feira, 14 de março de 2018

Imagens. Fauna & Vegetação.




> Colhereiros (Platalea ajaja) alimentando-se em rio pantaneiro durante a época da seca, Mato Grosso do Sul. 

Roseate spoonbills (Platalea ajaja) feeding in a river of the Pantanal during the dry season, Mato Grosso do Sul.







Fêmeas (Rhea americana) lideradas por ema macho, Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul.


A group of greater rheas (Rhea Americana) led by a male. Pantanal da Nhecolândia. Mato Grosso do Sul.








> Espetacular cenário de jacarés (Caiman crocodilus yacare) na beira arenosa de lagoa, Pantanal, Mato Grosso do Sul.

Spetacular scene of caimans (Caiman crocodilus yacare) on the sandy shoes of a lake in the Pantanal, Mato Grosso do Sul.







> Cenário de campos e várzeas do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do Sul, focalizando veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus) fêmea com pequena cria.

The grasslands and floodplains of the Pantanal da Nhecolândia, in Mato Grosso do Sul, with a female Pampas deer (Ozotocerus bezoarticus) and her young.






> Raro detalhe de capivara (Hydrochaeris hydrochaeris) deitada, tendo como hóspede uma ave de rapina, pinhé ou gavião-carrapateiro (Milvago chimachima), a caçar alimento na pele do animal, Pantanal, Mato Grosso do Sul.

A rare close-up of a capybara (Hydrochaeris hydrochaeris) at rest, hosting a bird of prey, a yellow-headed caracara (Milvago chimachima), wich is feeding off its skin in the Pantanal, Mato Grosso do Sul.





Proeminente ipê-rosa (Tabebuia avellanedae) ou peúva, com grande ninho de tuiuiú ou jaburu, nas margens de caponete de matas biodiversas, Pantanal de Mato Grosso do Sul.

A striking pink-flowered trumpet tree (Tabebuia avellanedae), with a large jaburu stork's nest, on the edge of a species-rich thicket, in the Pantanal of Mato Grosso do Sul.





> Biodiversidade em capões de mata do Pantanal, incluindo palmáceas e lindos exemplares de ipê-rosa (Tabebuia avellanedae) emergentes.

The biodiversity of forest thickets in the Pantanal, including palm trees and beautiful, emergent, pink-flowered trumpet trees (Tabebuia avellanedae)


> Belo exemplar de sucupira-preta (Bowdichia virgilioides) na borda de um capão de mata biodiversa no Pantanal, próximo a Corumbá, Mato Grosso do Sul.

A beautiful specimen of "sucupira preta" (Bowdichia virgilioides), on the edge of a species-rich forest in the Pantanal, near Corumbá, Mato Grosso do Sul.


Bosque de carandazal (Copernicia alba) palmeira que substitui localmente os buritizais de outras regiões do país, Pantanal de Mato Grosso do Sul.

A carandá palm grove (Copernicia alba), a local substitute for buriti palms in other regions of the country, in the Pantanal of Mato Grosso do Sul.


Vaqueiro em várzea graminosa ladeada por densas matas entremeadas de palmais, Pantanal de Cáceres, Mato Grosso. 

Pantanal cowboy in a flooded grassland lined with dense woods and palm trees, in the Pantanal de Cáceres, Mato Grosso.



Buritis (Mauritia flexuosa) em borda de capão de matas tropicais pantaneiras, Mato Grosso do Sul.

Buriti palms (Mauritia flexuosa) bordering a thicket of tropical Pantanal forests, Mato Grosso do Sul.






> Lagoas circulares, cujas águas salinas são envolvidas por lindas praias de estiagem, rodeadas de matas biodiversas, tipo cordilheiras, Pantanal de Mato Grosso do Sul.


Round lakes surrounded by species-rich forests of the cordilheira type; saline waters wash the beautiful, dry-season beaches in the Pantanal of Mato Grosso do Sul.




> Detalhe de laguna salobra circular embutida em mata beiradeira dominada por babaçu (Attalea speciosa), com franco processo de assoreamento na área lobular do antigo meandro abandonado, incluindo praias de estiagem esbranquiçadas no entorno. A foto tem valor especial na demonstração da fisionomia e biodiversidade das matas de cordilheiras, Pantanal, Mato Grosso do Sul.

A round, brackish lagoon nestled in the midst of riverine forests dominatec by babassu palms (Attalea speciosa) with an ongoing silting process in the arm of a former meander, surrounded by white, dry-season beaches. The image has special value in revealing the physiognomy and biodiversity of the cordilheira forests, Pantanal, Mato Grosso do Sul.





> Vista aérea do Rio Negro, com águas escuras, que transita por amplo setor de matas biodiversas demonstrando alvas praias de estiagem em setores convexos de meandros, pondo em evidência, localmente, a cicatriz de um meandro abandonado, reduzido e assoreado que perdeu parcialmente o arranjo antigo de lagoa e ferradura (oxbow lake), Pantanal do Mato Grosso do Sul.

Aerial view of the Negro River's dark waters that flow through a large area of species-rich forests, showing white, dry-season beaches in the convex curve of the meanders, and the scar of an abandoned, silt-filled meander that has partially lost its former oxbow lake, in the Pantanal of Mato Grosso do Sul.



> Concentração de aves aquáticas, principalmente graças e jaburus, em torno de um dos escassos afloramentos de água doce durante o período das secas, Pantanal, Mato Grosso do Sul.

A large concentration of aquatic birdlife, mainly herons and storks, around one of the rare freshwater springs during the dry season, in the Pantanal, Mato Grosso do Sul.





> Cambarazal (Vochysia divergens) em borda de laguna. Ao fundo, matas subtropicais biodiversas típicas do Pantanal Mato-Grossense, próximo a Cáceres, Mato Grosso.

A "cambara" grove (Vochysia divergens) on the a lake shore, with subtropical species-rich forests in the background, typical of the Pantanal, near Caceres, Mato Grosso.

Fontes bibliográficas e virtuais.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Ab'Sáber, Aziz Nacib
Ecossistemas do Brasil/texto/text Aziz Ab'Sáber; fotos/photos Luiz Claudio Marigo. -- São Paulo : Metalivros, 2009.
Título original: Ecossistemas do Brasil / Ecosystems of Brazil
Edição bilíngue: português/inglês.
ISBN 85-85371-66-8
1. Ecossistemas - Brasil 2. Conservação da natureza - Brasil I. Marigo, Luiz Claudio. II. Título.
Índices para catálogo sistemático: 1. Brasil : Ecossistemas : Ciências da Vida 577.0981
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
(Coordenadoria de Biblioteca Central - UFMS, Campo Grande, MS, Brasil)
Souza, Paulo Robson de
Pantanal de A a Z: vocabulário contextualizado aos pantanais da Nhecolândia, do Miranda-Abobral e do rio Paraguai / Paulo Robson de Souza. - Campo Grande, MS : Ed. UFMS, 2012.
67 p. : il. color. ; 21 cm.- (Sabores do Cerrado & Pantanal)
ISBN 978-85-7613-382-7
1. Pantanal Mato-grossense (MT e MS) - Vocabulários, glossários, etc. I.Título. II. Série. 
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O conceito de bioma. Coutinho, Leopoldo Magno. Acta bot. bras. 20(1): 13-23.2006
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ALMEIDA, Regis Rodrigues de. "Domínios Morfoclimáticos"; Brasil Escola.
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South Pantanal. Mato Grosso do Sul. Brazil.
Realização: SEBRAE - MS.
***
~ Burnie, David
Fique por dentro da Ecologia / David BurnieSão Paulo, Cosac & Naify Edições 2001. (Título original: Get a Grip on Ecology. Livro concebido, projetado e produzido por The Ivy Press Limited, Inglaterra.)
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Sites relacionados e de pesquisa. 

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O escritor John McPhee: ~ os geólogos olham para o "tempo profundo" do início da história da Terra (medido em bilhões de anos) da mesma maneira que um astrônomo olha para o "espaço profundo" do universo (medido em bilhões de anos-luz). ~
Imagens: 'O Astrónomo' é uma pintura a óleo sobre tela do mestre holandês Johannes Vermeer, datada de 1668 e conservada no Museu do Louvre em Paris. - 'O Geógrafo' é uma pintura a óleo sobre tela do pintor holandês Johannes Vermeer datada de 1669 e que pertence actualmente ao Städelsches Kunstinstitut de Frankfurt, na Alemanha.

sábado, 10 de março de 2018

Imagem e vídeo.


https://www.youtube.com/watch?feature=share&v=pXJUSCH9wdU&app=desktop - As belas imagens do Pantanal. Canção, Almir Sater.

Pantanal Mato-Grossense ~ Um mundo à parte em termos hidrogeomorfológicos, de representatividade planetária. (Aziz Ab'Sáber)

~ A Unesco reconheceu o Pantanal como uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do Planeta integrando-o ao acervo dos patrimônios da humanidade. Localizado no interior da América do Sul, é a maior extensão úmida contínua do planeta, possuindo cerca de 250 mil km². Destaca-se pelas inúmeras espécies de animais e vegetações decorrentes do ambiente contraditório que alterna entre períodos úmidos e de estiagem. O Pantanal entretanto não é um só. Existem dez pantanais na região com características diferentes: Nabileque - 9,4 %; Miranda - 4,6%; Aquidauana - 4,9 %; Abobral - 1,6 %; Nhecolândia - 17,8 %; Paiaguás - 18,3 %; Paraguai - 5,3 %; Barão de Melgaço - 13,3 %; Poconé - 12,9 %; Cáceres - 11,9 %.

Aquidauana é um município brasileiro do estado de Mato Grosso do Sul localizada na Mesorregião dos Pantanais Sul-Mato-Grossenses e a Microrregião de Aquidauana. Está situada na Serra de Maracaju. ~